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História :: Carlos Bernardo Loureiro
A Desencarnação de Carlos Bernardo Loureiro PDF Imprimir E-mail
História - História

por Cristiane Amaral 

Creio que, um dia os espíritas aceitarão como regra axiomática o princípio pelo qual dediquei minha vida – o direito de pesquisar!
(Carlos Bernardo Loureiro)

Na noite de 10 de agosto de 2006, às 20:20 h, no Hospital Espanhol em Salvador – BA, o coração de Carlos Bernardo Loureiro detém-se para sempre em consequência de complicações nos rins e fígado. Até aquela data ele havia realizado, juntamente com uma numerosa falange de Espíritos tarefeiros, abnegados, esclarecidos, uma tarefa gigantesca: a pesquisa que resultou na materialização do Espírito Noiva, relatado no seu livro “Outras Dimensões”, mais de 23 livros publicados e 13 a publicar. No início da década de 1970 tornou-se espírita, já por 40 anos dedicados às dores alheias, com o trabalho de desobsessão, aprendido nas lides espiritistas nas figuras de grandes espíritas como Aurelino Mota de Carvalho, Abel Mendonça e José Arapiraca, desenvolveu um método próprio com seus companheiros, os Espíritos. Com a técnica de desobsessão trabalhando com os chakras e meridianos, tendo 300 médiuns em uma sala mediúnica, no total de 600 pessoas com os assistidos, nunca ocorrendo nenhum problema. Treinou ao longo destes anos mais de 1.200 médiuns; visitava, praticamente, todos os hospitais desta cidade, sejam psiquiátricos ou não atendendo a todos que solicitavam a assistência espiritual; escreveu mais de 3.000 artigos para periódicos na Bahia, Brasil, América Latina e Portugal, tendo seu livro “Fenômenos Espíritas no Mundo Animal” traduzido para o italiano.

Aproximadamente 100 seminários a nível estadual e nacional como:

  • A Mulher Espírita e a Problemática Social – 20 a 22 de novembro de 1987. Auditório da Polícia Militar dos Barris (atrás da Biblioteca Central dos Barris).·         Espiritismo e Criminologia – de 25 a 27 de março de 1988, no Auditório da Polícia Técnica da Bahia.·         Curso de Ciência Espírita – 2 a 4 de dezembro de 1988 – no Auditório da Faculdade de Odontologia da UFBA – Canela.·         Seminário sobre O Evangelho – Constituição Moral da Humanidade – 7 a 9 de abril de 1989, no TELMA – Saúde
  • Seminário sobre Espiritismo e Homeopatia – segundo semestre de 1988
  • 1º Seminário sobre Relações Familiares – 2 a 4 de maio de 1989 – Saúde·         1º Semana do Livro Espírita – 17 a 26 de novembro de 1989 – Praça Piedade – Promoção do TELMA (em 10 a 15 de junho de 1991, houve a 3ª)·         Seminário de Estudos Espíritas. A Pureza Doutrinária – Universalismo – Espiritismo – 25 a 27 de maio de 1990 – Casa de Emmanuel·         Seminário de Educação Espírita – 26 a 28 de julho de 1991, com a presença de Ney Lobo (Paraná) – sede dos Correios e Telégrafos – Pituba
  • Seminário A Obsessão e seus Mistérios em 1996 – Auditório da Polícia Militar dos Barris
  • Seminário A Visão Espírita da Morte – 20 e 21 de julho de 1996 – Escola Técnica Federal da Bahia – Barbalho
  • Seminário Vida e Obra de Allan Kardec – 19 e 20 de outubro de 1996 – Escola Técnica Federal da Bahia – Barbalho
  • Seminário Ciência Espírita, Metapsíquica e Parapsicologia – 20 a 22 de dezembro de 1996 – Auditório Raul Chaves – Faculdade de Direito da UFBA – com salas subdivididas para trabalhos práticos dos Fenômenos Espíritas como levitação com Carlos Bernardo Loureiro, e telepatia, com Djalma Mota Argolo.
  • Seminário Mediunidade, Animismo e Mediunismo – início de 1997 (Lançamento do livro Jesus, O Mestre do Espírito)
  • Seminário A Mediunidade e os Fenômenos Espíritas – 29 e 30 de novembro de 1997 – Faculdade de Direito da UFBA – Auditório Raul Chaves. Com a presença de Jorge Rizzini (São Paulo)
  • Seminário Moisés, Jesus e Kardec – 24 e 25 de abril de 1999. Auditório da Faculdade de Direito da UFBA
  • Seminário O Espiritismo e a Cultura Brasileira – 03 a 05 de novembro de 2000 – no TELMA·         Seminário A Família e a Cultura Brasileira – 03 a 05 de agosto de 2001 – no TELMA
  • Seminário: O Espiritismo Segundo o Espiritismo – 08 e 09 de novembro de 2002 – na Casa do Comércio
  • Seminário Espiritismo: Esse Desconhecido – 20 de dezembro de 2003 – no Othon
  • Seminário Educação, Família, Trabalho e Sociedade à luz do Espiritismo – 29 de maio de 2004
  • Seminário Allan Kardec: O Bom-Senso Encarnado, - 27 de novembro de 2004.
  • Seminário Encontro com a Cultura Espírita – 27 de novembro de 2005 no Centro de Convenções – Balcão Iemanjá
  • Seminário Perispírito: Natureza, Funções e Propriedade – 23 de julho de 2006, no TELMA (Sob minha coordenação)

Entre tantos seminários e congressos que fora convidado há o Congresso da FEEB, dia 01 a 03 de novembro de 1999, e o seminário “Perispírito e Saúde” promovido pela AME - Bahia (Associação de Medicina e Espiritismo da Bahia) em 12.06.1999, na Faculdade de Direito da UFBA; fundou o núcleo Espírita em Estocolmo na Suécia realizando palestra no auditório de Estudos Antropológicos da América Latina na Universidade de Estocolmo em 2004.

Vários programas em rádio e TV entre eles: Conversando sobre Espiritismo na Rádio Clube AM com a parceria da ABRAJEE na Bahia em 1989 sob a coordenação do espírita Joseval Carneiro por mais de 3 anos tendo a visita de eminentes confrades como Ney Lobo, Antonio Rosaspina (Milão – Itália), Dora Incontri (SP), José Serpa (DF), Jorge Rizzini (SP), Alamar Régis (PA); rádio FM Itaparica por 3 meses em 1999; no canal 4, SBT aos sábados por 11 meses entre 15/09/2005 a 05/08/2006, Encontro Com a Cultura Espírita.Nasceu na cidade de Salvador, Bahia, no dia 16 de abril de 1942. Filho do professor Antônio Loureiro de Souza e de Elza Cajazeira Loureiro de Souza (ambos falecidos). Teve dois filhos – Sandra Mª e Marcelo Adriano. É formado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia – UFBA. Exerceu a advocacia por algum tempo, sendo contratado assessor jurídico da Federação das Indústrias do Estado da Bahia – FIEB, onde já trabalhava; participou de vários encontros jurídicos, destacando-se o que se realizou na Câmara dos Deputados, em Brasília, em dois períodos (1973/1974), quando da elaboração do Código de Direito do Trabalho, quando levou a efeito moção, constante dos Anais do Congresso Nacional, em homenagem ao pioneirismo de Allan Kardec na discussão e defesa dos direitos laborais em O Livro dos Espíritos, de 18 de abril 1857. Fundador do Teatro Espírita Leopoldo Machado em 28/03/1984 e o Instituto de Cultura Espírita da Bahia – ICEBA em 1993, contando, para tanto com a orientação do saudoso professor Deolindo Amorim. Representante da ABRAJEE (Associação Brasileira de Jornalistas e Escritores Espíritas) no Estado da Bahia onde participou entre tantos do VII Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas no Rio de Janeiro cuja diretoria provisória da ABRAJEE de 1976 a 1982 contava com o presidente, nosso confrade, profº Deolindo Amorim, tornando-se diretoria de transição e presidente de Honra na efetiva. Carlos Bernardo Loureiro fora congressista em 15/11/1979 na sessão preparatória sendo secretário da mesa, participando, assim, ativamente de todos os encontros da ABRAJEE após este congresso.

Defendera toda a sua reencarnação a pureza doutrinária do Espiritismo codificado pelo Mestre de Lyon, Allan Kardec, discípulo, defensor e ávido polemista do pensamento Kardequiano, jamais aceitando a doutrina ser colocada como religião. Lutando, em juízo, contra o casamento no centro espírita em 2005; nunca aceitou esta a tão pouco seminários e congressos que, ao invés, de defender temas espíritas afirmam como um Seminário aqui em Salvador patrocinado pela Federação Espírita da Bahia em 2004 apresentando ser o Espiritismo mais uma “religiãozinha” ou no Congresso Internacional Brasil – Portugal não se fazer homenagem ao pesquisador espírita e grande defensor da doutrina em Portugal, principalmente, depois da IIª Guerra Mundial, o confrade Isidoro Duarte dos Santos e seus periódicos como os Estudos Psíquicos que circulava por vários países na Europa e correspondentes e contribuidores no Brasil como Leopoldo Machado, Alfredo Miguel, Carlos Imbassahy, Deolindo Amorim e o próprio Carlos Bernardo Loureiro nos seus últimos anos de circulação.

O pesquisador estimado Carlos Bernardo Loureiro fora o único em sua geração que defendeu com dignidade os trabalhos dos grandes nomes da Doutrina Espírita como Leopoldo Machado, Deolindo Amorim, Isidoro Duarte dos Santos, Carlos Imbassahy, Cairbar Schutel, Humberto Mariotti, Natálio Ceccarini, Cosme Mariño, Manuel S. Porteiro, Léon Denis, grandes pesquisadores metapsiquistas e parapsicólogos (antes dos religiosos lançarem suas garras e destruírem-na): Gustave Geley, Charles Richet, Madame Curie, Ernesto Bozzano, Paul Gibier, Cesare Lombroso, Joseph B. Rhine; sem part pris a qualquer tipo de tendência contrária à Doutrina dos Espíritos. Ultimamente, pesquisava muito sobre os últimos estudos da Astrofísica e da Cosmologia. Não esquecendo que continuava suas pesquisas espiríticas no Grupo Ambroise Paré nas terças-feiras.

Sempre defendeu as origens reais da Doutrina na América Latina com a criação do 1º Centro Espírita na América Latina, o Grupo Familiar do Espiritismo em 17/09/1865 por Luiz Olímplio Teles de Menezes e 1º divulgador da Doutrina, também na América Latina com o lançamento, em julho de 1869, do jornal O ECO DE ALÉM-TÚMULO, o qual Carlos Bernardo Loureiro lançara o 1º periódico, divulgando em larga escala o trabalho deste grande espírita, principalmente, quando completara 120 anos da Imprensa Espírita Brasileira realizando um encontro nacional em 28 a 30/07/1989 no Auditório do Correio Central na Pituba – Salvador – BA. Criticando na ocasião de um Congresso Internacional do Espiritismo em 01 a 05/10/1987 com a presença de representantes de 20 países estrangeiros em Brasília, o qual não fez nenhuma homenagem aos 120 anos da Imprensa Espírita no Brasil. Alguns anos depois, em maio de 1995, Jon Aizpúrua, presidente da CEPA (Confederação Espírita Pan-Americana), envia uma carta (em anexo versão digitalizada da missiva) para o nosso querido Carlos Bernardo Loureiro solidarizando com a homenagem a Luis Olímpio Teles de Menezes e convidando-o para um Congresso Pan-Americano e logo após, sendo o nosso querido pesquisador eleito Delegado Representante do norte/nordeste da CEPA.

Em 1971, fundou o jornal IMPACTO (que o profº Deolindo Amorim e o profº Klörs Werneck chamavam de revista), que circulou por 12 anos consecutivos. Já em 18/04/1987 funda O SAMARITANO – órgão de divulgação do TELMA; Gazeta Espírita em 1991; Dimensões (jornal e revista) e fundou vários jornais espíritas na capital e no interior do Estado da Bahia.

Colaborou em vários jornais e revistas espíritas entre elas: Revista Internacional do Espiritismo – RIE – Matão – SP; “Presença Espírita” – Salvador; “Tribuna Espírita” – Belém – PA; “Mundo Espírita” – Curitiba – PR; “Roteiro Espírita” – MG; “Bahia Espírita” – Salvador – BA; “Oásis” – Vitória da Conquista – BA; “A Aliança” – SP; “O Seareiro” – Salvador – BA; “Jornal Espírita” – SP; “O Espírita” – Brasília; “Correio Fraterno do ABC” – SP; “Alavanca” – SP; “O Imortal” – RJ; “Jornal Eclético – O Nosso” – RJ; “Jornal Perseverança” – Araguaí – MG;  “Correio Espírita Paulista” – SP; Abertura – “Jornal da Cultura Espírita” – Santos – SP; “Reformador” – SP; SEI – Boletim Semanal da ABRAJEE – RJ; “O Semeador” – RJ. Foi membro correspondente do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, filiação ocorrida ao tempo da gestão do saudoso Deolindo Amorim.

Nunca se curvou a qualquer alternativa orientalista que viesse a deturpar a doutrina dos Espíritos, pois por si só são místicas e Carlos Bernardo sempre foi e é um pesquisador, defensor de fatos e não suposições.. Daí, estas tendências como auto-ajuda, auto-conhecimento que nunca ajudaram o homem no Oriente, tão pouco, na Índia que sofre tantas misérias morais, sociais, econômicas e históricas; ou idéias da pseudo-ciência, psicólogos e ramificações que apenas atolam o homem nos seus próprios arroubos sentimentais, não saindo das relações do plexo solar ao genésico. Muito menos, revelando o potencial ontológico e cósmico do Espírito que por circunstância nas vidas sucessivas encontra-se neste planeta ou em outro qualquer, desenvolvendo suas potencialidades, e não, meros cadáveres que terminam na estrada das ilusões: O túmulo (grifo por pertencer ao pesquisador metapsiquista, o psiquiatra Gustave Geley).

Carlos Bernardo Loureiro nunca se furtou de ajudar a qualquer que seja a pessoa, não estabelecendo nenhum privilégio em momento algum. Trabalhou nas estradas das dores alheias (palavras de um Espírito para ele) com muita dignidade, serenidade, respeito, pesquisa e um raciocínio claro e fecundo sem misticismo, e, uma rara ironia sutil que só os grandes idealistas e pesquisadores têm.

Combatido por muitos pela sua defesa extraordinária ao Espírito e seus princípios: Reencarnação, sobrevivência da alma e comunicabilidade entre os dois planos: corpóreo e incorpóreo. E amado por milhares entre eles: Os Espíritos, agradecidos por ter tido a oportunidade de serem trabalhados em seus conceitos de vida, da morte, do evolver do Espírito no seu potencial axiológico, ontológico, cósmico e seus anseios mais profundos entre eles a afirmação inquestionável da Lei Natural e do livre arbítrio que anuncia nossa superioridade imanente em vidas sucessivas. Além de argumentar a verdadeira face do psicólogo da alma: Jesus (grifo meu por pertencer a Carlos Bernardo Loureiro).

Todos os escritos são a desmistificação de idéias cristalizadas pelas religiões, pseudo-cientistas, incautos filósofos e tresloucados pseudo-conhecedores da alma humana e, até mesmo, pseudo-espíritas que se aproveitam dos desesperos humanos, criando a idéia de que a obsessão faz parte do passado. Como se esta sociedade que vivemos fosse um eterno paraíso onde se deleitam delícias de paz e tranqüilidade. Afora, os livros medíocres e alienantes dos romances mediúnicos que destroem a autenticidade do Espiritismo, advindo da fina flor do pensamento europeu, desembocando neste país místico e repleto de oportunistas de plantão, que sempre esperam a próxima presa para ludibriar.

Carlos Bernardo Loureiro se classificava como o “último dos moicanos”; a única voz que brada no deserto em defesa da pureza doutrinária do Espiritismo. Era e é.

Neste momento, todos os triunfos em homenagem a este “cabra da peste” que amamos muito e que temos um pacto de gratidão imensurável para não dizer eterno. Já dissera Leopoldo Machado em comunicação rara por psicografia pelo próprio Carlos Bernardo em 21/07/1996 no final do seminário “A Visão Espírita da Morte”: “a Eternidade é o próprio Espírito!”. Então, é eterno o amor e a gratidão que sentimos por ele, principalmente, EU que aqui escrevo estas palavras.

Para atestar parte do grandioso trabalho de Carlos Bernardo Loureiro e os Espíritos a partir de 1998 iniciou a catalogação estatística da circulação de pessoas assistidas no TELMA. Daí, temos: 1998 – 65.407 | 1999 – 76.252 | 2000 – 62.610 | 2001 – 64.977 | 2002 – 62.731 | 2003 – 56.852 | 2004 – 62.600 | 2005 – 60.100 | 2006 até 6 de agosto – 37.574.

Durante 2000 até 2005 antes da mudança para a sede do Teatro realizou-se a estatística de freqüência na Livraria Bezerra de Menezes na Av. Sete, Ed. Itaípe, sala 105, 1º andar: 2000 – 3.840 | 2001 – 8.153 | 2002 – 6.272 | 2003 – 6.100 | 2004 – 4.100 | 2005 – 3.800.

A partir do dia 20/08/2006, sem criar nenhum tipo de disposição em contrário com os atuais dirigentes e não concordando com a s mudanças nos trabalhos de desobsessão para “Passe Light”, fundei em 22/08/2006 o INSTITUTO DE CULTURA ESPÍRITA CARLOS BERNARDO LOUREIRO, seguindo o meu livre arbítrio e as aulas memoráveis do meu querido professor, pesquisador e companheiro de ideal. Tudo que escrevo é, e sempre será, dedicado a ele e aos Espíritos que aqui trabalham.

Salvador, 28 de novembro de 2006.

Leia a fábula "A Serpente e O Vaga-Lume"
Clique aqui e aqui e saiba sobre a luta contra a tentativa de instituir um "casamento espírita"

Mais um espírita digno: Carlos de Brito Imbassahy - Leia o artigo

Clique aqui para ver a carta de John Aspurua, enviada a Carlos Bernardo Loureiro.


Cristiane Amaral – Presidente do Instituto de Cultura Espírita Carlos Bernardo Loureiro, fundado em 22/08/2006, na Graça.